O projeto “Brinquedoteca Itinerante e Popular – BIP” desenvolvido desde 2004, como formas de garantir espaços lúdicos para que as crianças entrem em contato com a cultura popular do RN, preservando e difundindo formas de brincar que foram objetos de estudo de Câmara Cascudo, Veríssimo de Melo, e Manoel Rodrigues de Melo dentre outros. Brincar se configura como uma atividade natural para as crianças de todos os povos, independente de idade, sexo, religião, raça, classe sócio-econômica e cultura.
terça-feira, 31 de maio de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Acalantos
“Canção para adormecer crianças. É palavra erudita, designando o ato de acalentar, de embalar. No seu sentido musical, equivalente, por exemplo, ao da palavra francesa berceuse e da inglesa lullaby, foi utilizada por extensão e pela primeira vez pelo compositor brasileiro Luciano Gallet. Popularmente, nossos acalantos são chamados cantigas de ninar”. (Oneyda Alvarenga, “Comentários a Alguns Cantos e Danças do Brasil”, Revista do Arquivo Municipal, LXXX, 209, S. Paulo).
Acalantos segundo Veríssimo de Melo
“ A Cantiga de berço, suave embalo e aconchego nos braços das mães e amas carinhosa, foi sempre, em todos os povos, o primeiro gesto da solidariedade ao recém-nascido. A vida começa, realmente, com o primeiro ninado da parteira, o acalanto inaugural, recebido sempre pelo bebê com gritos e protestos terríveis.”
Livro Folclore Infantil. Belo Horizonte:Itatiaia,1985
Acalantos segundo Veríssimo de Melo
“ A Cantiga de berço, suave embalo e aconchego nos braços das mães e amas carinhosa, foi sempre, em todos os povos, o primeiro gesto da solidariedade ao recém-nascido. A vida começa, realmente, com o primeiro ninado da parteira, o acalanto inaugural, recebido sempre pelo bebê com gritos e protestos terríveis.”
Livro Folclore Infantil. Belo Horizonte:Itatiaia,1985
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Contos -Classificação de Cascudo para estudantes e estudiosos.
1- Contos de encantamentos:
Caracterizam-se pela presença do sobrenatural, na narrativa: animais que, de repente se transformam em príncipes; heróis que, com o auxílio de poderes superiores, realizam missões humanamente impossíveis, com a interferência de feiticeiras, fadas, talismãs.
2- Contos de exemplos:
Ensinam que o bem e a verdade devem sempre prevalecer na vida, às vezes, às custas de duras lições.
3-Contos de animais:
Relatam as aventuras dos bichos, no tempo em que os animais falavam.
4-Contos religiosos:
Onde se conta histórias de santos e de Jesus.
5-Contos etnológicos:
Que explicam a origem de alguma coisa: o longo pescoço da girafa, a cauda dos macacos, etc.
6-Facécias: patranhas.
Contos para fazer rir.
7-Contos de demônio logrado:
História em que o demônio leva sempre a pior, com um pactuante humano, o qual é salvo à última hora por um elemento do sexo feminino: esposa, filha, mãe.
8-Contos de Adivinhação:
“Contos onde existe uma adivinhação cuja decifração dará a vitória ao herói”.
9-Natureza denunciante:
Histórias em que um animal ou mesmo algum fenômeno da natureza denunciam crimes que, sem eles, permaneceriam insolúveis.
10-Contos acumulativos:
Aqueles que, por certas circunstâncias, não terminam nunca ou aqueles cujos episódios se articulam num longo encadeamento.
11-Ciclo da morte:
História em que a morte leva sempre a melhor.
Classificação dos Contos
Segundo as palavras do nosso folclorista maior (Câmara Cascudo), este é o mais importante esquema que o pesquisador e estudioso do conto popular deve usar, em seus trabalhos, entretanto, pela sua vastidão e complexidade, por se tratar de assunto altamente especializado e técnico, deixamos de examiná-lo por enquanto, ficando a referência, para os alunos e estudiosos do folclore saberem desde já que se trata do roteiro mais importante, para esses estudos.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
QUEM CONTA UM CONTO AUMENTA UM PONTO...
Uma das características dessas histórias, tanto quanto de outras manifestações folclóricas. Muitas vezes, ao ouvirmos a narração de um desses contos, imaginamos que se trata de história inventada por alguém de nossa região.
No seu livro Contos Tradicionais do Brasil, Cascudo diz isto com precisão e erudição: “O Conto, tanto mais tradicional, conhecido e querido numa região, mais universal nos seus elementos construtivos. Um tema, restritamente local, não se divulga nem interessa.”
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Bip no Mundo-“Contos, Acalantos e Brinquedos Cantados”
Os contos populares são também conhecidos como Contos de Fadas, Histórias da Carochinha(carocha significa mentira), Histórias de Trancoso. (Gonçalo Fernandes Trancoso foi um cronista português, da era de 500 que, viajando pela Ásia, ainda uma incógnita para os europeus, aventurou-se a contar em livro tudo o que vira de fantástico, maravilhoso em suas andanças). O povo não acreditava naquilo que ele falava e que as histórias eram fantasiosas.
“Ah, isso é como história de Trancoso.
Luís da Câmara Cascudo, em seu livro Literatura Oral, na pág. 238 escreve: ”Não é apenas impressionante a sobrevivência dos contos que já eram vivos e escritos no séc. XII..”, quer dizer quatrocentos anos antes do Brasil, os contos já circulavam escritos, pelo mundo a fora.
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